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Eletrobras negocia com Aneel mais R$ 12 bi por ativos de transmissão

16 de Dezembro de 2013; Assessoria de Comunicação da Eletrobras

A Eletrobras negocia com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o valor de, pelo menos, R$ 12 bilhões para indenizações dos ativos de transmissão construídos antes de maio de 2000. A informação foi passada pelo presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, durante evento com jornalistas que cobrem o setor de energia, no início da tarde de hoje (16), no centro do Rio. Durante o evento, o executivo apresentou um balanço de 2013 e os planos para o futuro. “Em 2014, possivelmente vamos disputar a linha de transmissão de Belo Monte, em parceria com a empresa chinesa State Grid, com quem temos um acordo”, disse o executivo.

José da Costa anunciou que os investimentos para 2014 devem ser de cerca de R$ 13 bilhões, dos quais R$ 6,5 bi para geração, R$ 4 bi para transmissão, R$ 2 bi para distribuição e R$ 500 milhões para instalações gerais. Como medida para reduzir custos, o presidente mencionou que estão em estudos alternativas para a centralização das atividades das empresas Eletrobras tanto no Rio de Janeiro quanto em Brasília num só prédio em cada região. “Isso significa uma grande redução de custos, não só custos de pessoal, mas de serviços contratados, como segurança e limpeza prediais, viagens, aluguéis e logística”, falou José da Costa.

Balanço de 2013
O ano de 2013 foi marcado pelo início da implementação do Plano Diretor de Negócios e Gestão das empresas Eletrobras, sob o comando da holding, cujas ações visam adequá-las aos efeitos da Lei 12.783, garantindo sua competitividade e integração. Em 2014, a companhia continuará neste rumo, com passo mais acelerado. A Eletrobras, neste ano, igualando o recorde histórico da companhia, manteve o elevado patamar de investimentos, que deve atingir R$ 11 bilhões, com uma realização de 82% do orçamento previsto de R$ 13,4 bilhões. Esse valor garantirá que a empresa cumpra sua meta de investir, de 2013 até 2017, R$ 52,4 bilhões, entre investimentos já contratados (R$ 32,1 bilhões) e novos aportes em geração, transmissão e distribuição (R$ 20,3 bilhões).

Os ajustes feitos pela Eletrobras se mostraram acertados e eficientes. Em 2013, houve contingenciamento de 20% do orçamento de materiais, serviços e outras despesas, mas a meta para o futuro é mais ousada – o custeio será reduzido em 30% nos próximos três anos. O Plano de Incentivo ao Desligamento (PID) dos empregados da companhia obteve sucesso ao atingir a marca de 4,4 mil pessoas inscritas. A previsão é que sejam investidos R$ 2,4 bilhões no programa, gerando uma economia de R$ 1,3 bilhão ao ano e com retorno do investimento em dois anos. Para 2014, ainda serão abertas as inscrições na Eletrobras Eletronuclear, o que deve aumentar aquele número em cerca de 500 empregados.

No mesmo caminho em busca da eficiência está o estudo que vem sendo desenvolvido com o apoio da consultoria Roland Berger, que vai definir a completa reestruturação do modelo de gestão da Eletrobras, abrangendo aspectos societários, de governança, organizacionais e de gestão econômico-financeira. A previsão é que os estudos sejam concluídos até o fim do primeiro semestre de 2014.

O mercado vem reconhecendo não só essas medidas, como o histórico da Eletrobras em ser uma empresa sustentável. Pelo sétimo ano consecutivo, a companhia foi incluída no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa.

Investimentos realizados
O orçamento total da Eletrobras para o ano de 2013 foi de R$ 13,4 bilhões, incluindo os empreendimentos corporativos (realizados apenas pelas empresas Eletrobras) e os implementados em parceria com a iniciativa privada. Até outubro, foram realizados investimentos de R$ 7,6 bilhões, 57% do total. A projeção de realização do orçamento total da Eletrobras, para este ano, é de cerca de R$ 11 bilhões, ou seja, 82%. Trata-se de um recorde da companhia.

23 mil MW em geração
A Eletrobras apresentou, em 2013, um portfólio de projetos de usinas em construção, composto por empreendimentos próprios ou em parcerias, que totalizaram 23 mil MW, dos quais 12 mil MW pertencentes à empresa. Do total, 88,32% são de fonte hidráulica, 6,12% de fonte nuclear, 3,04% de fonte eólica e 2,52% de fonte térmica. Neste ano já foram agregados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) 1.065,8 MW, sendo 663,1 MW relativos à participação da Eletrobras, correspondentes a empreendimentos que entraram em operação total ou parcialmente, como as hidrelétricas Simplício, São Domingos, Jirau, Santo Antônio e Mauá e as eólicas Pedra Branca, Pedra do Lago e Sete Gameleiras. Além disso, estão em testes 223,1 MW, sendo 94,6 MW proporcionais à participação da Eletrobras na hidrelétrica Santo Antônio e nas eólicas Sant’Anna do Livramento e Miassaba 3. Os empreendimentos de geração já contratados, mas não iniciados, somam 1.654,4 MW.

A Eletrobras manteve presença marcante nos leilões de energia, obtendo a concessão das usinas Sinop (400 MW), com participação da Eletrobras Chesf e Eletrobras Eletronorte, em leilão ocorrido no dia 29 de agosto, e São Manoel (700 MW), com participação da Eletrobras Furnas, no certame realizado em 13 de dezembro. Nos leilões de eólicas a companhia também obteve grande destaque. No leilão A-3, em 18 de novembro, as empresas Eletrobras Chesf e Eletrobras Eletrosul negociaram 62,5% (550,5 MW, em 27 parques eólicos) de toda a energia ofertada. Os investimentos nos parques somarão R$ 2,2 bilhões e a energia começará a ser produzida em 2016. A esses investimentos vão se somar mais R$ 2,2 bilhões que a Eletrobras Furnas aportará, junto com quatro parceiros privados, em quatro complexos eólicos, com capacidade total de 570 MW, no Rio Grande no Norte, Ceará e Bahia, obtidos no leilão A-5, de 13 de dezembro.

Destaques em transmissão
A Eletrobras participa da construção de 9,9 mil quilômetros de linhas de transmissão, sendo aproximadamente 6,2 mil quilômetros de sua propriedade. Em 2013, entraram em operação 3,676 mil quilômetros de linhas, sendo 1,969 mil quilômetros proporcionais à participação da companhia, com destaque para a conclusão da primeira etapa do sistema de transmissão das usinas do Madeira, em corrente contínua, e para a subestação Lechuga, responsável por interligar Manaus ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio do Linhão de Tucuruí.

O volume de obras em transmissão aumentará significativamente, a julgar pelo desempenho das empresas Eletrobras nos leilões. Somente no leilão ocorrido em 14 de novembro, as empresas Eletrobras conquistaram cinco dos dez lotes arrematados. Eletrobras Furnas, Eletrobras Eletrosul e Eletrobras Eletronorte arremataram, sozinhas ou em consórcios, 1,8 mil quilômetros de linhas de transmissão e seis subestações nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso do Sul e Acre.

Investimentos em distribuição
As distribuidoras Eletrobras nos estados do Amazonas, Acre, Alagoas, Piauí, Rondônia e cidade de Boa Vista, em Roraima, investiram R$ 1,1 bilhão até o fim do terceiro trimestre, o que representa 60% do orçamento anual. Foram construídas seis novas subestações e instalados mais de 18,6 mil quilômetros de redes. A empresa obteve um acréscimo de 126 mil novos clientes, passando de 3,653 milhões para 3,779 milhões. O Amazonas representou o maior aumento, com 39.180 novos clientes. Já a inadimplência teve um decréscimo ao longo do ano, saindo de 17,5% em janeiro para 14,9% em outubro, fruto do combate sistemático a perdas comerciais, empreendido pelas empresas Eletrobras. Os índices de FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) também caíram em relação a 2012.

Os principais destaques foram duas novas subestações entregues no Amazonas e as subestações Parnaíba II, Polo Industrial e Caraúbas, no Piauí, energizadas para reforçar a distribuição de energia para os municípios do litoral do estado e o distrito industrial de Teresina; e a intensificação dos investimentos em confiabilidade e qualidade da energia nos seis estados.

Atuação internacional
Na área internacional, 2013 marcou o avanço de dois importantes empreendimentos no Uruguai. Em outubro, a companhia anunciou a compra de 50% das ações da empresa uruguaia Rouar S.A., que atua na área de geração eólica, sendo responsável pela implantação do parque eólico Rosendo Mendoza (65 MW), localizado em Tarariras, departamento de Colonia, a cerca de 170 quilômetros a leste de Montevidéu, no Uruguai. A companhia vai compartilhar a administração da Rouar com a Administración Nacional de Usinas y Transmisiones Eléctricas (UTE), estatal uruguaia. Pelo Acordo de Acionistas, a Eletrobras se compromete a aportar capital no valor de até US$ 23,5 milhões.

O segundo empreendimento é a interligação Brasil-Uruguai a partir do Rio Grande do Sul. O empreendimento compreende a implantação de uma linha de transmissão de três quilômetros, em 230 kV, ligando a usina termelétrica Candiota à subestação Candiota, a subestação Candiota 230/500 kV, e uma linha de transmissão de 500 kV, de 60 quilômetros de extensão, até a fronteira com o Uruguai. Os investimentos previstos no lado brasileiro são de R$ 128 milhões, enquanto os aportes uruguaios resultarão na implantação de uma linha de transmissão de 348 quilômetros, na construção de uma estação conversora e ainda na ampliação de uma subestação. A capacidade de transmissão da linha é de cerca de 500 MW, o que corresponde a um terço do consumo de energia elétrica de todo o Uruguai. A previsão de entrada em operação é 2014.

Além do avanço nesses empreendimentos, o ano foi marcado pelo reconhecimento internacional das ações de sustentabilidade da empresa e por parcerias estratégicas nessa área. Em abril deste ano, a Eletrobras assinou memorando de entendimento com a ONG Regions of Climate Action (R20), presidida pelo ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger. O objetivo do memorando é estabelecer parcerias e troca de experiências entre a Eletrobras e a R20 para desenvolver projetos de eficiência energética e uso de fontes renováveis de energia, em três áreas: desenvolvimento de projetos para atuar na geração de energia junto ao projeto-piloto de smart grid desenvolvido em Parintins (AM), elaboração de projetos de uso de tecnologia LED na iluminação pública de cidades brasileiras e prospecção de projetos de geração de energia a partir de biogás, no Brasil e na América do Sul.

Outro destaque foi a inclusão da Eletrobras entre as 15 empresas brasileiras listadas no Dow Jones Sustainability Emerging Markets Index, índice de sustentabilidade lançado no início do ano, especialmente para países emergentes. Mais de 800 empresas dos países emergentes – como Brasil, China, Rússia, África do Sul, Índia e Malásia – se inscreveram para participar do índice, e apenas 69 atingiram os requisitos estabelecidos pela Dow Jones. Tanto o DJSI Mercados Emergentes quanto o ISE, da BM&FBovespa, comprovam que as ações de sustentabilidade da Eletrobras conquistam cada vez mais credibilidade nos mercados nacional e internacional.



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