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A melhor opção :: Nivalde José de Castro

13 de Dezembro de 2011; Artigo publicado no jornal O Globo

O Brasil é um país emergente. Precisa melhorar seus padrões socioeconômicos e superar desigualdades. Para tanto, precisa aumentar sua produção industrial e multiplicar a oferta de serviços. E, sem expandir a produção de energia elétrica, não conseguiremos atingir estes objetivos. Diferentemente do resto do mundo, o Brasil tem uma matriz elétrica com 87% de fontes limpas e renováveis, enquanto o resto do mundo tem apenas 19%. E o país ainda possui o terceiro maior potencial hídrico do mundo, de 160 mil MW, abaixo somente da Rússia e da China.

Frente a estas necessidades e com uma matriz limpa e sustentável, a construção de Belo Monte vem sendo criticada por poder causar impactos ambientais e sociais irreversíveis. Como alternativa seria possível atender a demanda de eletricidade somente com energia eólica, biomassa e solar. As críticas e a solução indicada não são consistentes. Em relação aos impactos ambientais, as grandes usinas - Santo Antônio, Jirau, Teles Pires e Belo Monte - estão sendo construídas respeitando rigorosamente a Constituição de 1988 e a legislação ambiental. Esses empreendimentos aplicam 15% do custo total da obra em ações compensatórias, recuperando a flora e a fauna, e aplicando recursos em programas socioambientais, além de ações específicas em educação, saneamento básico e outras melhorias na qualidade de vida das populações locais (índios, ribeirinhos, citadinos) dos municípios afetados pelas usinas.

A legislação ambiental é rigorosa no que se refere à área inundada. Por força desta condicionante legal, Belo Monte, uma usina do tipo "fio d"água", possui reservatório ultrarreduzido onde a eletricidade é produzida pela força horizontal do fluxo e volume de água. Irá produzir energia a R$80 por MW em contratos de 30 anos garantindo às futuras gerações a certeza de que sua eletricidade será econômica, limpa e sustentável. Não é por outro motivo que países desenvolvidos, como a França, esgotaram seu potencial hídrico antes de recorrer à energia nuclear, fonte que hoje responde por 80% da eletricidade nesse país. Não se trata, por fim, de subtrair, do planejamento do setor elétrico, as energias renováveis (eólica, biomassa e solar), apesar do custo mais alto, mas buscar um mix eficiente dessas fontes, onde a usina hidrelétrica é a melhor opção econômica. Belo Monte será a terceira maior usina do mundo e permitirá ao Brasil garantir seu suprimento de energia com modicidade tarifária e promoção da sustentabilidade ambiental.

NIVALDE JOSÉ DE CASTRO é professor e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

Artigo publicado no jornal O Globo, em 10/12/2011

 



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