Página Inicial da Eletronorte Eletronorte
» Página Inicial » Fale Conosco » Mapa do Site

Pesquise na Eletronorte:

busca avançada



Chamada Pública - Inscrição para Negócios de Geração e Transmissão Transparência Pública Transparência Pública Acesso à Informação da Eletronorte Lei de Conflito de Interesses Prestação de Contas

Hidrelétrica ganha prevenção contra terremoto

2 de Maio de 2011; O Globo/ Por Mônica Tavares e Vivian Oswald, em 01 de maio

Mais frequentes do que se imagina no Brasil, os terremotos - de grande e pequena magnitude - terão de ser incluídos nas contas das novas hidrelétricas do país. Preocupação que há até pouco tempo não era prioridade para muitas empresas, a instalação de sismógrafos e outros equipamentos de segurança e a previsão de ações para mitigar efeitos de acidentes provocados por sismos vão constar da nova lei de barragens que está prestes a ser regulamentada. Só a Eletronorte, pioneira, está desembolsando, neste momento, R$800 mil em equipamentos de monitoramento para as suas usinas.

As geradoras devem estar preparadas não só para os terremotos naturais, mas, sobretudo, para aqueles pelos quais elas próprias são responsáveis. Os chamados terremotos induzidos, ocasionados pela pressão que a imensa quantidade de água dos reservatórios exerce sobre o solo, não são raros e podem oferecer riscos à população local.

Primeiro equipamento foi instalado em Tucuruí

O primeiro equipamento em usinas no país foi instalado em 1979, pela Eletronorte, em Tucuruí (PA). Em junho de 2007, um tremor de 3,8 pontos na escala Richter durou apenas 10 segundos, mas foi o suficiente para assustar os moradores da região. O sismógrafo estava em Brasília passando por manutenção. Felizmente, não houve feridos e os prejuízos se limitaram a trincas nas casas. De lá para cá, a área vem registrando abalos, como o de 3,6 pontos em 1998.

O monitoramento de sismos entrou na agenda de especialistas em energia do mundo inteiro após a tragédia do Japão. A tsunami provocada pelo terremoto japonês levou a um vazamento de material radioativo na usina nuclear de Fukushima.

No Brasil, a preocupação das autoridades é que vários terremotos de menor proporção possam, ao longo do tempo, causar fissuras nas barragens de concreto, provocando até rompimento. Daí a necessidade de se acompanhar milimetricamente todos os movimentos geológicos e garantir que, ao primeiro sinal de danos, reparos sejam feitos imediatamente.

De seu escritório em Brasília, o responsável pela segurança das hidrelétricas da Eletronorte, Gilson Machado da Luz, monitora em tempo real tudo o que acontece em Tucuruí, a 1.600 km da sua mesa. Ele identifica até a movimentação de caminhões na estrada próxima à usina, tamanha a sensibilidade dos novos equipamentos instalados na região. Estima-se que, se o reservatório de Tucuruí estourar, cerca de 110 mil pessoas poderiam ser atingidas em meia hora.

- Nunca tivemos acidentes graves. Mas as usinas têm que estar preparadas. Afinal, terremotos são imprevisíveis.

O chefe do Observatório Sismológico de Brasília, Lucas Barros, passa o dia observando engenhocas que monitoram a atividade embaixo da terra. Ele conta que Minas Gerais é uma das principais áreas de atividade do país e lembra que o risco aumenta porque são regiões de alta densidade demográfica - embora a manutenção e o monitoramento da Cemig sejam rigorosos. O estado também concentra grande quantidade de hidrelétricas. Algumas precisam ser acompanhadas com lupa, como é o caso de Nova Ponte e Carmo do Cajuru.

No Nordeste, segundo o especialista, também há bastante sismos, bem como em Mato Grosso. Ninguém sabia sobre a existência de tremores na Amazônia até a instalação de equipamentos na parte Norte do Brasil a partir do fim dos anos 70.

- As estações sismográficas de Tucuruí, Balbina (AM), Samuel (RO), Altamira (PA) detectaram sismos na Amazônia que ninguém achava existia - disse Lucas.

O Norte também reflete tremores ocorridos nos Andes. A Eletronorte, segundo Lucas, até automatizou o sistema de medição por pêndulos para aperfeiçoar o controle:

- E os abalos dos Andes de 2007 e 2010 foram registrados nestes instrumentos que eram manuais e passaram a ser automatizados. Eles fizeram a barragem balançar.

Lucas afirma que, no Brasil, não são comuns os terremotos de magnitude mais alta, mas diz que, dependendo da localização do epicentro, podem fazer mais ou menos estragos. Por isso, diz o especialista, é importante que o país esteja preparado para enfrentar os temores.

Novas usinas e até pequenas centrais terão proteção

Em Itaipu, há seis estações sismográficas. As que estão em construção também investiram. Em parceria, Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, implantaram em 2010 a Estação de Observação Sismológica da Energia Sustentável do Brasil (ESBR). Belo Monte, no Pará, terá três estações para medir tremores.

Porém, boa parte das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) não contam com qualquer tipo de mecanismo capaz de acusar sismos. Prova disso são os vários acidentes contabilizados pelo país em barragens de terra, algumas levadas pela água. Por esta razão, no fim do ano passado o governo aprovou um novo conjunto de normas de segurança para as usinas. As obrigações deverão ser cumpridas em até dois anos após a publicação da sua regulamentação no Diário Oficial. 


Em Mato Grosso, 7 mil tremores
Em 1955, terremoto de 6,2 pontos da escala Richter

BRASÍLIA. Na região do município de Porto dos Gaúchos, no Mato Grosso, já foram registrados cerca de sete mil sismos e não se descarta a repetição de um tremor da ordem de 6,2 pontos na escala Richter, semelhante àquele que teria acontecido em 1955 na Serra do Tombador, não muito longe dali. Esta é uma das áreas sismológicas mais “movimentadas” do Brasil, segundo o chefe do Observatório Sismológico de Brasília, Lucas Vieira Barros.

— Para mim, o perigo mora aqui, em Porto dos Gaúchos, porque este sismo aconteceu na madrugada de 31 de janeiro de 1955. Ele foi localizado por estações mundiais, já que, no Brasil, não havia estações à época — disse. — Se aqui aconteceu um sismo é porque tem uma falha ativa, uma falha que se movimenta. E uma falha que se movimenta fica ao longo de anos gerando pequenos tremores de terra.

As estações que localizaram o sismo estavam a mais de três mil quilômetros de distância. A precisão da localização de um terremoto depende de vários fatores. Um deles é o número de estações e também a proximidade das estações do epicentro. Mas não foi um caso isolado.

— Em 10 de março de 1998, por volta das 20h, um terremoto de 5,3 pontos aconteceu aqui. No dia 23 de março de 2005, mais um terremoto de magnitude 5. E de 1998 até hoje aconteceram sete mil sismos aqui. E ele (o de 6,2 pontos) vai se repetir um dia. Temos que estar preparados — disse.

Nos próximos anos, rios que alimentam o Mato Grosso devem ganhar mais de 60 usinas. (M.T. e V.O.)



mais notícias


® Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A - Eletrobras Eletronorte - SCN Quadra 06 Conj. A, Blocos B e C, Entrada Norte 1, Asa Norte - CEP 70.716-901 - Brasília/DF
Telefone (61) 3429-5151

Copyright© Eletrobras Eletronorte. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução do conteúdo deste site, desde que citada a fonte.