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Jorge Palmeira: do clube de ciências à Eletronorte

11 de Agosto de 2010; Eletronorte

 

Na edição 220 da revista Corrente Contínua, da Eletronorte, do bimestre maio/junho de 2008 (disponível neste site), o jornalista Byron de Quevedo escreveu uma grande reportagem em homenagem aos 35 anos da Empresa, abordando as diversas etnias e descendentes de estrangeiros que vieram se somar à força de trabalho ao longo dos anos.
Entre os entrevistados, Jorge Nassar Palmeira, diretor-presidente da Eletrobras Eletronorte, que era descendente de libaneses. Reveja a história e a entrevista de Jorge Palmeira, falecido às 23h45 do último dia 10 de agosto, em Brasília (DF).
 
Do clube de ciências à Eletronorte
 
Quando os americanos colocaram o primeiro homem na lua, o pequeno Jorge Nassar Palmeira, então com 12 anos, juntou seus amigos e fizeram o tal clube de ciências. E saíam pelas ruas de Belém à noite a soltar foguetes de fabricação própria. Entretanto, a polícia local não tinha o mesmo espírito científico e começou a persegui-los. E foram muitas carreiras pela cidade. O menino Nassar na verdade nunca apanhou, embora a mãe fosse severa. Essa coisa de querer ser um astronauta desbravador dos céus deve ter vindo do seu avô libanês, Gêrece Charin Hanna Nassar, um real descobridor de sete mares. O Gêrece, com seus vinte e poucos anos, na década de 1920, veio fugido do Líbano porque o seu pai queria casá-lo com uma prima viúva de 50 anos. Houve um acerto entre as duas famílias em troca do dote, uma tradição cultural, na ocasião. A religião da família era rum-ortodoxa. Então ele tomou o primeiro navio e sumiu mar adentro. No cargueiro foi cozinheiro e lavador de pratos. Aqui, acabou batendo na loja de outro libanês e arranjou emprego de vendedor de armarinhos. Esperto, logo aprendeu português, fez amigos e montou a sua própria loja. Bem, para encurtar a história, o neto do Gêrece, é o atual Diretor-Presidente da Eletronorte, nada mal para um menino travesso e barulhento.
Quais são as suas outras descendências?
 A minha bisavó, Heralda Prieto, era espanhola. Meu bisavô pelo lado materno chamava-se Mêrcle Ebraim Mêrcle. Dessa união nasceu a minha avó, já no Brasil. Um dia, o meu avô viu uma moça bonita numa janela e se apaixonou. Acertaram o casamento. Segundo a minha avó, ela aceitou porque ele era um homem bonito. Casaram-se e tiveram a minha mãe, Ivanir Nassar, que se casou com o meu pai, o Palmeira, português, passando a se chamar Ivanir Nassar Palmeira.Tenho uma irmã que se chama Nadgela Nassar.
 A família sofreu discriminações? Quais os legados práticos da experiência dessas pessoas para a sua vida?
  Nunca sofremos preconceitos. Os libaneses se adaptaram bem ao Brasil. Lembro-me do meu avô reunindo os libaneses e brasileiros naqueles almoços aos domingos, com muita comida árabe e encontros alegres. O meu avô era telegrafista, minha avó, professora. Meu pai, um autodidata estudioso, sua biblioteca tinha três mil volumes. Foi professor e jornalista. As suas matérias sobre o contrabando de café tiveram grande repercussão. E ele acabou se tornando deputado estadual por quatro legislaturas. Foi presidente da Assembléia Legislativa, governador interino do Pará, um dos fundadores do Banco Nacional da Habitação e o seu primeiro superintendente no Estado. Creio que a diversidade étnica me enriqueceu, principalmente porque sendo o meu pai um visionário e minha mãe pé-no-chão, eu cresci com a cabeça nas nuvens e os pés na terra. Ele me ensinou normas de conduta: a honestidade, firmeza de propósito, a preocupação com a sociedade e com o bem público. Já com minha mãe aprendi a busca dos resultados, dos lucros, a economia e a praticidade com a vida.  Tanto que meu pai entregava tudo que ganhava para ela. Com 16 anos eu já cursava engenharia eletrônica na Universidade Federal do Pará. Depois fiz mestrado em engenharia elétrica, em administração de empresas, e tenho MBA em marketing.
Como a Eletronorte apareceu na sua vida?
A primeira vez que saí de Belém, em 1981, foi para vir trabalhar na Eletronorte. Ela estava construindo o sistema de transmissão de Tucuruí e precisava de técnicos para fazer o comissionamento (teste nos equipamentos) do sistema. Vim então para um grupo chamado Grupo de Apoio Técnico - GAT, que comissionou os equipamentos de Marabá, Tucuruí, Vila do Conde, Guamá e Utinga. Fiquei em Belém. Lá passei oito anos como gerente Regional e depois retornei a Brasília para ser diretor de Produção e Comercialização em 1995.
Como surgiu o seu primeiro livro “Flexibilização organizacional”?
O livro narra a experiência da Eletronorte com a implantação do programa TPM. Mostra as melhorias na disponibilidade, redução de custos, diminuição de perdas, de quebras e falhas e o aumento na motivação das pessoas. Ele surgiu em função de minha tese de mestrado sobre o tema, feita na Fundação Getúlio Vargas. Vou escrever alguma coisa na área de ficção/realidade e experiência de vida. Fiquei também de fazer a segunda edição do livro, já iniciei, mas agora minha questão é ter tempo para finalizar tudo. 
Qual é o futuro da Eletronorte?
Eu tinha em mente que um dia, já mais experiente, iria ser um consultor. Acabou o destino me trazendo de volta aqui. Os desafios são grandes, mas estamos com as mangas arregaçadas. Eu antevejo para a Eletronorte um papel fundamental no cenário energético brasileiro. A questão é fazer alguns ajustes e seguir em frente buscando resultados positivos.
 JPavos
(Na foto, Jorge criança no colo dos avós maternos Waldemira e Jorge Nassar)
 


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