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Dardanelos: entre o rio e a floresta, um novo conceito de hidrelétricas na Amazônia

19 de Julho de 2010; Eletrobras Eletronorte

São 6h30 e chove fino em Cuiabá. O sol ainda não fustiga o solo matogrossense quando o monomotor decola rumo a Aripuanã, no extremo norte do estado, divisa com Rondônia e Amazonas. A pequena Vitória, de apenas quatro meses de idade, viaja com os pais e mais sete passageiros sem imaginar que durante quatro horas o avião fará escalas, aterrisando e decolando de pistas de terra, em Juara, Juína e Juruena, antes de chegar ao destino final. 

Chove forte em Aripuanã e o pouso é feito em pelo menos 20 cm de água sobre a terra e o capim. O que se viu lá de cima foram duas belas cachoeiras e uma pequena cidade cercada pela floresta amazônica. Entre o Rio Aripuanã e a densa vegetação é possível ver as tubulações e o desenho arquitetônico do Aproveitamento Hidrelétrico Dardanelos, empreendimento realizado pela Sociedade de Propóstio Específico (SPE) Energética Águas da Pedra S/A, formada pelas empresas Neoenergia (51%), Eletrobras Eletronorte (24,5%) e Eletrobras Chesf (24,5%).

Segundo o histórico oficial, o município de Aripuanã foi criado em 31 de dezembro de 1943. O primeiro lugar escolhido para a instalação da sede municipal foi Angustura, na margem esquerda do Rio Ji-Paraná. Mas não foi possível assentar a cidade ali, porque pertencia ao Território de Guaporé (atual Estado de Rondônia). Posteriormente, optou-se pelo entreposto seringueiro de Panelas, na margem direita do Rio Roosevelt, divisa de Mato Grosso com Amazonas.

Em 1966, foi escolhido um novo local e providenciada a transferência da sede do município de Panelas paras as margens do Rio Aripuanã, junto às belíssimas cachoeiras Dardanelos e Andorinhas. Aripuanã tem, atualmente, uma área de 24,6 mil km², mas no passado chegou a ser um dos maiores municípios do mundo, com uma área de 145 mil km², abrangendo os territórios das atuais cidades de Alta Floresta, Apiacás, Nova Bandeirante, Castanheira, Cotriguaçú, Juína, Juruena, Nova Monte Verde, Paranaíta, Rondolândia e Colniza.

Hoje, Aripuanã é uma cidade acolhedora, bem estruturada, que vem sendo beneficiada com os projetos socioambientais de Dardanelos, observando-se melhorias significativas na infraestrutura básica, principalmente na saúde, educação e apoio às atividades econômicas, ainda alicerçadas na indústria madeireira, na agropecuária e no turismo. Em tempo: a origem do nome Aripuanã é indígena Apiacá, e significa água de pedra. É ali que está sendo implementado um novo conceito de hidrelétricas na Amazônia: a fio d’água, ou seja, sem reservatório, e com mínima interferência sobre a natureza e o homem.

Leia o restante da matéria na edição 232 da revista da Eletrobras Eletronorte, Corrente Contínua, clicando aqui.
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Tucuruí, 25 anos
“O que acontece em Tucuruí é reflexo da paixão de sua força de trabalho com a atividade diária de gerar
e garantir ao País uma energia limpa e estável”.

A frase é do presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes e caracteriza muito bem as comemorações dos 25 anos de atividade da Usina Hidrelétrica Tucuruí. Em cerimônia realizada no dia 9 de junho de 2010 foram lançados, juntamente com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, o selo e o carimbo alusivos à data. Os ex-gerentes da época de construção e de operação foram homenageados com uma placa de reconhecimento pelos serviços prestados. Também foi lançado o livro “Os peixes e a pesca no Baixo Tocantins: vinte anos depois da UHE Tucuruí”. O evento contou com a participação do ministro de Minas e Energia, Márcio Pereira Zimmermann.

Ladeado pelo presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, o diretor de Produção e Comercialização da Eletronorte, Wady Charone Junior, e o superintendente de Produção Hidráulica, Antonio Augusto Bechara Pardauil, o gerente de Obras de Expansão de Tucuruí, José Biagioni, o Ministro de Minas e Energia, junto com comitiva, conferiu o andamento das obras das eclusas, que deverão ser inauguradas em setembro próximo. Após vistoriar as obras, Zimmermann visitou as instalações do Centro de Operação da Hidrelétrica, onde recebeu informações sobre o funcionamento do sistema que controla e comanda a maior usina genuinamente brasileira.

Manejo florestal pode salvar espécies e melhorar a socioeconomia da exploração madeireira

A cadeira em que você está sentado, lendo esta reportagem, pode ter vindo de uma árvore da floresta amazônica. Não? Então a porta da sua casa ou do escritório certamente foi. Se você está na Região Norte, então lembrará que há 30 ou 40 anos, a energia usada para ligar lâmpadas e assistir televisão vinha da queima de madeira também; ou se está em qualquer lugar do Brasil isso se aplica ao piso da sua casa, ao violão dos encontros no final de semana, à borracha e ao papel do escritório. Enfim, se forem enumeradas as diversas funções da madeira, seria necessária toda a edição desta Corrente Contínua.

Por isso, é melhor nos atermos às considerações do pesquisador em Genética e Conservação Florestal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, Milton Kanashiro, sobre a importância da floresta amazônica e de sua madeira para o homem e para o meio ambiente: “A madeira da Amazônia é muito utilizada para construções e para a fabricação de barcos. Também há muita demanda para energia, ou celulose na fabricação de papel. A floresta tem uma função muito importante na regulação do clima e sobre a biodiversidade das florestas tropicais. As espécies arbóreas também têm uma relação direta com a fauna, pois é da fauna dependem, em muitos casos, para os processos de polinização”.

O Brasil é hoje o maior fabricante de madeira tropical do mundo. Produziu, em 2002, 69% do volume de madeira tropical da América do Sul e 22% do conjunto do continente americano, sendo a região amazônica responsável por 87,5% da produção brasileira. Para se ter ideia, só a Amazônia Legal é a segunda maior produtora de madeira tropical do mundo, perdendo apenas para a Indonésia. Sendo essa uma das principais atividades econômicas da região, abastece o mercado com 10,4 milhões de metros cúbicos de madeira processada, ou seja, já em forma de tábuas, produtos beneficiados, laminados, compensados, entre outros.

A energia forte das pequenas e médias centrais hidrelétricas

As pequenas e médias centrais hidrelétricas, conhecidas pela sigla PCHs, constituem-se em excelente opção para ajudar a suprir a demanda por energia elétrica no Brasil, principalmente considerando-se a previsão de diversos setores da economia que estimam o crescimento em 5% para os próximos anos. Essa é a opinião compartilhada por centenas de profissionais que participaram do VII Simpósio sobre Pequenas e Médias Centrais Hidrelétricas, promovido pelo Comitê Brasileiro de Barragens - CBDB, no último mês de maio, em São Paulo, com o apoio das mais importantes instituições públicas e privadas do País.

O Brasil conta hoje com cerca de 350 PCHs, responsáveis por quase 3% da oferta de energia, com potencial de geração que pode chegar a 8% nas próximas décadas. Isso representa uma capacidade de 25 mil MW, segundo dados do CBDB. “Superada a crise econômica de 2008 e 2009, os investimentos em pequenas e médias centrais hidrelétricas voltam a crescer e a atrair os investidores. Há hoje cerca de 70 projetos de PCHs em construção no País”, informa o engenheiro Fabio De Gennaro Castro, coordenador do Simpósio e vice-presidente do CBDB.

A hora e a vez da energia eólica

Se noutras terras os ventos causam furacões, aqui, tirando telhas arrancadas e outras molecagens de rodamoinhos infantis, eles sempre foram sinônimos de iluminação. Há cinco séculos impulsionaram as caravelas portuguesas para o nosso descobrimento, tirando-nos da escuridão dos séculos. Depois vieram os ventos da liberdade para os colonizados e, mais tarde, para os escravos. Agora novamente eles varrem a terra livre, só que para gerar outro tipo de luz libertadora das trevas do subdesenvolvimento: a elétrica, num momento em que fontes alternativas se juntam ao potencial hidrelétrico brasileiro para constituir um dos mais consistentes sistemas elétricos do planeta.

Oportunamente, uma audiência pública com todos os atores envolvidos com a energia eólica no Brasil ocorreu na Comissão de Energia da Câmara dos Deputados, no dia 18 de maio de 2010, tendo como foco a análise dos bem-sucedidos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, em dezembro de 2009, que contrataram 1.805 MW dessa fonte energética. O resultado desses leilões foi um total de 441 projetos divididos em dez estados brasileiros. A Região Nordeste ficou com 72% deles, a maioria a serem instalados no Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia, e também no Rio Grande do Sul. Foram habilitados 339 projetos e 71 foram vencedores, com deságios de até 21,49% em relação ao preço inicial de R$ 189,00/MWh, ficando o preço médio de venda em R$ 148,39/MWh”.

Os estudos que decidem sobre a viabilidade de usinas hidrelétricas

Antes da instalação de uma usina hidrelétrica é realizada uma série de estudos para diagnosticar se o empreendimento é viável do ponto de vista técnico, econômico e socioambiental. Desde o final de 2009, a Eletrobras Eletronorte realiza os estudos de viabilidade do Aproveitamento Hidrelétrico Marabá, nos rios Tocantins e Araguaia, na região conhecida como Bico do Papagaio; que envolve os estados do Maranhão, Pará e Tocantins. Aliás, Tocantins é uma palavra indígena que significa bico de papagaio. Esses estudos contemplam a área de engenharia, envolvendo projeto das estruturas do aproveitamento, incluindo a barragem, as unidades geradoras e a delimitação da área do reservatório; e a análise econômico-financeira, com levantamento dos custos de implantação do empreendimento.

Abrangem também o Estudo de Impacto Ambiental – EIA e Relatório de Impacto Ambiental - Rima, constituídos por diagnóstico socioambiental, no qual são estudados as rochas, os solos, as águas, a vegetação, os animais, as atividades sociais, econômicas e culturais das populações; a avaliação dos impactos socioambientais associados ao empreendimento; o prognóstico ambiental, no qual são apresentados os cenários da região com a implantação do empreendimento; e o planejamento dos programas e ações destinados a eliminar, reduzir ou compensar os impactos negativos e maximizar os benefícios do empreendimento.

Compreendem ainda, o estudo antropológico das populações indígenas para conhecer as comunidades da região, suas relações com a população não indígena e interações com o meio ambiente; a avaliação dos impactos da implantação do empreendimento, e medidas para mitigação e compensação desses impactos.

Concorrentes, não. Complementares

Junho de 2010. O mundo inteiro volta os olhos para a África do Sul. Você consegue imaginar aquele estádio que tomou conta dos telejornais nos últimos meses – o Soccer City – às escuras na abertura da Copa? Talvez até dê pra imaginar, mas que seria uma pena, seria. Vinte dias antes do primeiro jogo, um dos principais jornais de Joanesburgo – The Star - estampou na manchete: “Uma nação. Uma TV. Uma lâmpada”. Mesmo com investimentos de R$ 711 milhões da Eskom, a companhia de energia do país, o medo de um blecaute levou à recomendação aos moradores: no período do Mundial cada casa deve deixar apenas uma televisão ligada e uma lâmpada acesa.

Talvez pensar num blecaute na abertura da Copa não seja tão traumático do que imaginá-lo na estreia da seleção brasileira. E foi por pouco. No dia 15 de junho, quando a camisa amarela tomou conta do gramado na África do Sul, uma série de quedas de energia elétrica no Estádio Ellis Park, em Joanesburgo, atrapalhou a entrada de torcedores que foram ver o primeiro jogo. Horas antes do início da partida contra a Coréia do Norte, blecautes desligaram os aparelhos que fazem a leitura do código de barras dos ingressos. Com o problema, uma longa fila de torcedores foi formada na porta do estádio. Um dos setores das arquibancadas ficou às escuras pouco antes da bola rolar. Durante todo o jogo, os telões do estádio ficaram desligados.

Do lado de cá do Atlântico, torcedores a postos no Brasil inteiro. Na praia, nos bares ou em casa, milhões de brasileiros pararam por pouco mais de 90 minutos. Mas para que isso acontecesse foi preciso uma jogadora indispensável: a energia. Protagonista, ela prefere os bastidores. Mesmo para reinventá-la é preciso que esteja ali, a postos, pronta para entrar em campo. Segundo Hermes Chipp, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, durante o jogo da Seleção Brasileira contra a Coréia do Norte a queda de consumo entre as 12h e as 15h30 foi de 12 mil MW. Assim que o jogo acabou, o consumo subiu 10,3 mil MW em apenas 22 minutos. Segundo ele, diante de um aumento repentino num curto espaço de tempo, só não foram registrados problemas de abastecimento graças às medidas sistemáticas que são tomadas antecipadamente.



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